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Ter paciência no trânsito e na vida é, sem
dúvida, uma virtude que todos devemos cultivar. Mas essa não é uma
tarefa fácil diante das dificuldades que encontramos nas ruas. O portal
Carro Online selecionou 10 situações desagradáveis que podem
acontecer com qualquer motorista e apresenta algumas dicas para evitar o
que poderia irritar até um monge tibetano.
1 – Ficar alagado na enchente
Não moramos em New Orleans, mas a temporada de enchentes no país dá o
que falar na época do verão. Se é inevitável entrar na água, é preciso
tomar alguns cuidados como: não deixar de acelerar o carro durante toda
a travessia; passar em 1ª marcha e devagar (porque a aceleração do
automóvel evita a entrada de água pelo escapamento); evitar marola para
que a água não alcance a entrada do filtro de ar, verificar a passagem
de caminhões e carros ao seu lado ou em sentido contrário. Se o carro
morrer, não tente fazê-lo pegar. Peça ajuda e retire-o do local onde
está parado. A altura máxima, para passar em uma área alagada, é a
metade da roda. Fique atento ao noticiário de rádio para saber como
evitar as áreas alagadas. Não enfrente a enchente achando que pode
ultrapassá-la. Como os veículos têm os comandos elétricos, é muito fácil
o automóvel dar pane e você ficar no meio da água.
Se mesmo assim seu carro deixar de funcionar, atenção para as seguintes
providências: é necessário trocar os óleos do motor, transmissão e
diferencial do veículo; verificar o filtro de ar e água nos faróis;
fazer limpeza no sistema de freios e a limpeza interna. Não se esqueça
de lavar bancos, carpete e forrações para evitar o mau cheiro.
2 – Banco queimado por cigarro
Você oferece carona para um amigo (a) ou a turma decide ir para o show
em um carro só. Tudo certo durante a carona, mas ao mandar lavar o
carro, você descobre aquele pequeno “rombo” no banco e lá se foi o
estofamento novinho. Antes de ficar nervoso, saiba como evitar
queimaduras de cigarro no estofamento. Uma boa solução é utilizar capas
que forram os bancos, dessa maneira dificilmente a brasa chegará ao
estofamento.
3 – Presente de estacionamento
Ao estacionarmos em shoppings, prédios comerciais, consultórios médicos
e estacionamentos em geral, podemos nos deparar na volta com pequenas
surpresas. Uma das mais comuns, por exemplo, é a pintura riscada, na
maior parte das vezes causada por conta de carrinhos de supermercado ou
por portas abertas sem cuidado que acertam o carro do vizinho. Para
evitar esses tipos de estragos, é recomendável ter o friso lateral,
também conhecido como borrachão.
Outro item que pode causar alguns estragos no estacionamento é o engate.
Além do efeito visual de gosto duvidoso, essa prática pode prejudicar a
estrutura do veículo em caso de colisão traseira (justamente o contrário
do que pretende quem instala esse acessório no automóvel). Os problemas
de usar indevidamente o engate envolvem não apenas o dono do carro, mas
também os automóveis. Quem bate na traseira do carrro com engate fica
com o pára-choque seriamente danificado (algo que não aconteceria em uma
colisão leve se não houvesse o acessório).
4 - Buracos
Já ouviu falar em “motorista tatu”? É aquele que “procura” um buraco
para cair com o carro. Se você é um desses, ou tem um amigo assim, o
mais importante é ter paciência e tentar mudar a maneira de dirigir. Com
a temporada de chuvas se aproximando, os buracos multiplicam pelo
caminho e a única maneira de evitar danos é manter distância do carro da
frente, as luzes do veículo em bom estado e reduzir a velocidade em
locais desconhecidos. O prejuízo de um acidente como esse pode começar
com um pneu furado até danos sérios na suspensão.
5 – Vidro trincado
Nada mais irritante do que perceber que seu pára-brisa está trincado.
Pode ter sido uma simples pedrinha ou até uma tentativa de assalto. No
entanto, é possível que o pára-brisa do seu veículo possa ser reparado,
dependendo do local e do tamanho da trinca. Mas o reparo deve ser
realizado rapidamente, caso contrário, a trinca poderá aumentar e o
pára-brisa deverá ser trocado, acarretando custos adicionais
desnecessários.
6 – Barulho
Sabe aquele barulhinho chato que começa quando estamos dirigindo e não
há ‘cristo’ que desvende de onde vem? Esses ruídos intermitentes
simplesmente desaparecem quando chegamos na oficina mecânica. Para
evitar esse tipo de transtorno, a melhor atitude é fazer da manutenção
preventiva uma rotina. Quando chegar à oficina, peça ao mecânico que
faça um check-list para tentar “descobrir” de onde vem o barulho.
Existem empresas que fazem um tratamento acústico do veículo, eliminando
barulhos originados de portas, peças de plástico e bancos com garantia
de até 1 ano.
7- Limpador de pára-brisa e desembaçador não funcionam
O embaçamento dos vidros ocorre devido à diferença entre as temperaturas
externa e interna do veículo. Para melhorar a visibilidade, feche todos
os vidros, ligue o ar-condicionado e acione o desembaçador elétrico
traseiro. Nos modelos sem esses equipamentos, recomenda-se abrir um
pouco os vidros e deixar o ar circular pelo carro. Se não resolver, pare
em um posto e compre um líquido desembaçador. Com um pano macio, aplique
o produto dissolvido em água nas partes, interna e externa dos vidros.
Você perceberá que a visibilidade irá melhorar.
No caso dos limpadores, é recomendável substituir as palhetas de ano
para ano, a fim de manter o equipamento funcionando de acordo com o
recomendado.
8 – Serviços de valet
Ao deixar o carro nas mãos do manobrista, é comum um certo nervosismo
por parte das pessoas. Muitas coisas podem acontecer enquanto o
proprietário acredita que seu veículo está em “boas mãos.” Entre elas:
- multa por estacionamento em local proibido (leia-se em cima de
calçadas, por exemplo);
- roubo de combustível ou utilização do veículo sem autorização;
- riscos e danos diversos ;
- roubo ou utilização de pertences deixados no interior do veículo.
Para assegurar um mínimo de civilidade ao serviço de valet, foi aprovada
na cidade de São Paulo a “lei dos valets”. A lei menciona que os
manobristas devem ser orientados em relação ao código de trânsito e
outras orientações, inclusive a de ser “expressamente vedado” o uso de
via pública para estacionar ou reservar vagas. Uma maneira de conseguir
cobrar seus direitos quando violados por empresas de valet é sempre
pedir nota fiscal. As empresas são obrigadas (segundo essa lei) a emitir
recibo a ser entregue para eventual comprovação futura de que se
utilizou o serviço de valet, desde que tenha nome da empresa, CNPJ, dia
e horário do recebimento e da entrega do veículo. Dessa maneira, é mais
fácil comprovar a irregularidade perante órgãos como o Procon.
9 – Disparar o alarme
Não se discute a necessidade de ter o sistema de segurança no automóvel,
que é eficiente ao afugentar o ladrão e alertar contra o perigo. Mas o
fato de ter de sempre interromper algo ou acordar assustado à noite
todas as vezes que um alarme dispara na rua é um tanto quanto
desagradável. Bom, existe um jeitinho menos estressante de preservar o
bem. Um equipamento que, acoplado à sirene do alarme, avisa quando é o
seu carro está sendo roubado. Como? O equipamento possui um pequeno
transmissor ligado a uma antena. Quando o alarme dispara, o transmissor
é acionado e a antena emite os sinais para o pager. O bip que se ouve é
mais discreto e aí você tem a certeza de que algo errado aconteceu com o
seu automóvel.
10 - Perder as chaves ou trancá-las dentro veículo
Perder ou esquecer a chave do carro é uma situação mais comum do que
muitos imaginam. E não pense que o problema é simples de ser resolvido.
As principais fabricantes nacionais passaram a equipar seus modelos com
sistemas codificados para dificultar a partida sem a chave original.
Apesar de cada marca batizar o sistema com nome específico, o princípio
de funcionamento dos sistemas é praticamente o mesmo. Uns são mais
complicados, outros menos, mas, em resumo, têm a mesma finalidade.
Não tenho a chave reserva. O que fazer? Atualmente, as principais
seguradoras do país já oferecem em seus planos mais básicos o serviço de
chaveiro. Basta entrar em contato com a central de atendimento dessas
empresas que, em pouco menos de uma hora, um especialista é enviado ao
local. Segundo as principais seguradoras, a confecção de chaves para
modelos codificados é praticamente impossível. Seus funcionários não
contam com tecnologia capaz de realizar o serviço. Sendo assim, os
clientes acabam, no final das contas, tendo de levar o carro, por meio
de guincho, para uma concessionária. Já para veículos convencionais, a
nova chave é feita em pouco mais de uma hora e no próprio local. Para
aqueles que não possuem seguro existe ainda outra opção: os chaveiros
independentes. Esses profissionais afirmam conseguir produzir uma nova
chave para praticamente todos os veículos nacionais.
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